Estado passou de 504 para 715 ocorrências entre 2024 e 2025; notificações de perseguição contra mulheres também apresentaram alta
Os registros de violência psicológica contra mulheres aumentaram cerca de 41% na Paraíba entre 2024 e 2025. O número de ocorrências passou de 504 para 715 no período, conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026 divulgados pelo Jornal da Paraíba.
A taxa estadual subiu de 23,6 para 33,3 registros para cada grupo de 100 mil mulheres. Os números representam as ocorrências formalmente registradas pelas autoridades e não permitem, isoladamente, determinar se houve crescimento proporcional da violência praticada ou aumento da procura pelos canais de denúncia.
A violência psicológica contra a mulher está prevista no artigo 147-B do Código Penal. O crime pode ser caracterizado quando uma conduta causa dano emocional, prejudica o desenvolvimento da vítima ou busca controlar suas ações, decisões, comportamentos e crenças.
Entre as práticas que podem ser analisadas nesse tipo de ocorrência estão ameaças, humilhações, manipulação, isolamento, chantagem, constrangimento, ridicularização e restrição do direito de ir e vir. A caracterização criminal, no entanto, depende das circunstâncias, das provas reunidas e da avaliação das autoridades responsáveis por cada caso.
Registros de perseguição também aumentaram
O anuário também aponta crescimento das ocorrências de perseguição envolvendo vítimas mulheres, prática conhecida como stalking. Na Paraíba, os registros passaram de 1.534 em 2024 para 2.147 em 2025, aumento de aproximadamente 40%.
A taxa desse tipo de ocorrência avançou de 71,7 para 99,9 registros por 100 mil mulheres no mesmo período.
O crime de perseguição envolve comportamentos repetidos capazes de ameaçar a integridade física ou psicológica da vítima, restringir sua liberdade ou invadir sua privacidade. A análise também depende das características e provas relacionadas a cada ocorrência.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública reúne informações repassadas por órgãos estaduais de segurança, polícias e outras instituições públicas. Por se tratar de registros oficiais, os dados podem ser influenciados por fatores como acesso aos canais de atendimento, conscientização das vítimas e capacidade das autoridades de identificar e classificar cada tipo de violência.
A comparação apresentada não permite apontar uma causa única para o aumento. Uma avaliação mais ampla depende da análise dos dados completos, das políticas de atendimento e da evolução das denúncias no estado.
