Convenção conjunta contrariou decisão isolada do PSOL e aprovou apoio à chapa governista; Olímpio Rocha pretende recorrer à direção nacional.
A Federação PSOL-Rede decidiu não apresentar candidatura própria ao Governo da Paraíba e aprovou apoio ao projeto de reeleição do governador Lucas Ribeiro, do Progressistas.
A decisão foi tomada neste domingo, 26 de julho, durante convenção conjunta das duas legendas. A proposta de apoio a Lucas recebeu oito votos, enquanto quatro integrantes defenderam a candidatura de Olímpio Rocha, aprovada pelo PSOL em sua convenção isolada no sábado.
Decisão altera encaminhamento aprovado pelo PSOL
As duas siglas chegaram à convenção conjunta com posições diferentes. O PSOL havia aprovado o nome de Olímpio Rocha para o Governo do Estado, enquanto a Rede defendia a manutenção do apoio à chapa liderada por Lucas Ribeiro.
A presidente da federação no estado, Cristiana Almeida, afirmou que a decisão de não lançar candidatura majoritária própria faz parte de uma estratégia construída nacionalmente desde 2024.
A federação também declarou apoio aos nomes de João Azevêdo e Nabor Wanderley para as duas vagas em disputa no Senado. A estratégia prevê ainda prioridade para as chapas de candidatos a deputado estadual e federal e para a campanha de reeleição do presidente Lula.
Olímpio Rocha pretende recorrer
Olímpio Rocha anunciou que apresentará recurso à direção nacional da federação para tentar reverter a decisão estadual.
Ele sustenta que seu nome já havia sido aprovado pelas instâncias do PSOL e que a candidatura própria fortaleceria o partido na disputa estadual. Olímpio também rejeitou a sugestão de concorrer a uma vaga de deputado federal.
A decisão tomada na Paraíba permanece válida enquanto não houver eventual mudança por uma instância superior da federação. O recurso anunciado ainda não representa reversão do resultado.
Apoio partidário ainda será formalizado no processo eleitoral
A convenção define o posicionamento político da Federação PSOL-Rede, mas as candidaturas precisam passar pelas demais etapas do calendário eleitoral.
Os partidos devem apresentar os pedidos de registro à Justiça Eleitoral, que analisará documentação, condições de elegibilidade e eventuais impugnações.
