No cenário de segundo turno, Lula registra 54% entre os católicos, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 60% entre os eleitores evangélicos.
A pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial de 2026 mostra uma divisão expressiva entre o voto de católicos e evangélicos em um eventual segundo turno entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro.
Entre os eleitores católicos, Lula aparece com 54% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 37%. Entre os evangélicos, o resultado se inverte: o candidato do PL alcança 60%, contra 31% do presidente.
Lula mantém vantagem entre os católicos
Os católicos representam 49% dos entrevistados pela pesquisa. Nesse segmento, além da vantagem no segundo turno, Lula também apresenta melhor desempenho no cenário inicial da disputa.
No primeiro turno, o presidente registra 46% entre os católicos. O resultado reforça uma tendência de maior apoio ao candidato do PT entre esse grupo religioso.
Os números não significam que o eleitorado católico vote de maneira uniforme. Uma parcela relevante declara apoio a Flávio Bolsonaro, a outros candidatos, voto em branco ou nulo, ou ainda permanece indecisa.
Flávio Bolsonaro lidera entre os evangélicos
Entre os evangélicos, que correspondem a 25% da amostra, Flávio Bolsonaro possui sua maior vantagem eleitoral.
No primeiro turno, o senador registra 47% das intenções de voto nesse segmento. Na simulação de segundo turno, o percentual sobe para 60%, enquanto Lula aparece com 31%.
O resultado mostra que o eleitorado evangélico continua sendo uma das principais bases de apoio da candidatura do PL. Ainda assim, quase um terço desse grupo declara voto em Lula no confronto direto.
Pesquisa aponta Lula à frente no resultado geral
Considerando todos os entrevistados, Lula aparece com 48% das intenções de voto em um segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registra 43%.
No primeiro turno, o presidente tem 40%, enquanto o senador aparece com 32%. Os demais candidatos testados registram percentuais de até 4%.
A vantagem no segundo turno é de cinco pontos percentuais. Como a margem de erro geral é de dois pontos para mais ou para menos, os intervalos possíveis dos dois candidatos ficam próximos, mas não se sobrepõem no resultado central divulgado.
Levantamento ouviu 2.004 eleitores
O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios brasileiros nos dias 22 e 23 de julho.
A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Nos recortes por religião, a margem pode ser maior porque o número de entrevistados de cada segmento é menor.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01166/2026.
Os resultados representam uma fotografia do momento em que as entrevistas foram realizadas e não uma previsão definitiva do resultado da eleição.
